Por Waldson Costa

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Não é mais novidade que as discussões sobre o uso das bicicletas como meio transporte já é uma constante, mesmo que sem maior aprofundamento, as magrelas tomam o espaço das mentes dos engenheiros, técnicos e estudiosos sobre mobilidade em Aracaju e no resto do Brasil. Mas essa discussão não surgiu do nada, vários foram os grupos que ocuparam espaços no poder público e na imprensa através das suas ações e intervenções para mostrar que a bicicleta pode ser uma, entre várias outras opções para os engarrafamentos cada vez maiores nas cidades do nosso país.

A partir desta necessidade, algumas ações já experimentadas no Rio de Janeiro e em outros estados trouxeram resultados positivos para a redução do uso dos automóveis nas cidades, são as bicicletas públicas.

Apelidadas no Rio de Janeiro de Bike Rio, o sistema nada mais é que uma concessão dada pelo poder público municipal para que empresas possam explorar o serviço cobrando uma taxa mensal ou por hora para a sua utilização. Em contra partida, ela é responsável pelo funcionamento do sistema em pontos estratégicos e na manutenção das bicicletas para que os usuários possam sair pela cidade pedalando e manifestando seu interesse em compartilhar o trânsito e ser parte de uma cidade melhor.

Alguns integrantes da Associação Ciclo Urbano fizeram o uso dessas bicicletas no Rio de Janeiro e em cidades da Europa, a exemplo de Paris, Berlin, Frankfurt, Bruxelas e Amsterdam e concluíram que é viável para a cidade de Aracaju, pois já existem vários atrativos para que isso possa dar certo.

Cuidados devem ser considerados antes da vontade do poder público municipal iniciar a execução do sistema, dentre eles, podemos destacar:

  1. A necessidade de um estudo prévio sobre o planejamento e o desenho do sistema;
  2. Estudo sobre a demanda de uso em áreas prioritárias e expansões futuras;
  3. O tempo de concessão ao sistema pela empresa responsável deve ser de médio a longo prazo, entre 8 a 20 anos;
  4. A distância entre as estações devem possuir entre 300 e 1000 metros;
  5. A distribuição do número de bicicletas deve estar de acordo com a capacidade de vagas na proporção de 2 para 1, ou seja, para cada bicicleta existente no sistema, deverá ter a previsão do dobro de vagas, evitando a superlotação em estações de maior uso.

Mas as bicicletas públicas não somente resolvem uma pequena parcela do grande problema do trânsito, elas podem ser um interessante instrumento para a socialização das cidades e na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Pesquisas comprovam que as bicicletas públicas reduziram o número de mortes no trânsito e com isso o ganho social e de qualidade de vida valem muito mais do que o dinheiro investido ou as horas desperdiçadas nos engarrafamentos dentro do seu automóvel.

 

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