Contagem Posto Aperipê 2014

Por um período de menos de dois anos, voluntários e associados realizaram nove contagens de ciclistas nos mais diversos pontos da cidade

Em março de 2013, representantes da ONG Ciclo Urbano, após a participação no workshop “A Promoção da Mobilidade por Bicicletas no Brasil”, conheceram a metodologia de trabalho para a contagem de ciclistas, um trabalho de grande importância para identificar os principais pontos de tráfego de bicicletas. O workshop aconteceu na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e foi realizado pela ONG Transporte Ativo.

Por um período de mais de dois anos, voluntários e associados realizaram nove contagens de ciclistas nos mais diversos pontos da cidade de Aracaju. “Nós participamos do workshop com o intuito de absorver as experiências executadas em outras regiões do país e aplica-las à nossa realidade. Essa contagem de ciclistas é um trabalho extremamente relevante para a definição de políticas públicas destinadas à mobilidade”, destaca Luciano Aranha, presidente da Ciclo Urbano, que ao lado do associado Waldson Costa, participou do workshop.

A utilização técnica está relacionada ao tráfego de ciclistas pelas cidades. Para a aplicação foi formulada uma planilha de observação e contagem baseada em estudos desenvolvidos pela Associação Transporte Ativo. Todas as contagens realizadas pela Ciclo Urbano foram do tipo presencial com um ponto fixo. “Fizemos um total de nove contagens entre 3 de abril de 2013 e 16 de setembro de 2014. Todo o trabalho foi executado nos mesmos períodos do dia em todos os locais, das 6h às 19h”, informa Luciano Aranha. “Os dados obtidos em campo foram: contagem de bicicletas por período, fluxo de bicicletas por sentido, gênero, tipo da bicicleta e utilização de equipamento de segurança”, acrescenta.

 

Dados

Após 117 horas de trabalho foram contabilizados um total de 14.962 ciclistas, o que possibilitou identificar dois pontos principais: 37% tiveram com destino a zona norte; 96% foram do sexo masculino. “Percebemos dois picos de horários, o primeiro entre 6h e 7h da manhã, quando ocorre o maior número de fluxo de ciclistas, justificado pelo uso da bicicleta nos deslocamentos casa-trabalho e o segundo entre 17h e 18h pelo sentido inverso ao da manhã”, aponta Luciano Aranha.

Dentro da metodologia de Aplicação da Contagem de Ciclistas, que conta com o preenchimento de uma planilha sobre a área delimitadora das direções, sentidos de chegada e de saída do ciclista no local da pesquisa, foram coletadas informações complementares como o tipo de bicicleta (cargueira, serviço, dobrável, elétrica ou normal).

De acordo com o presidente da ONG Ciclo Urbano, os dados mostram que as infraestruturas cicloviárias precisam ser pensadas, projetadas e executadas com foco nos deslocamentos. “O documento que produzimos pretende subsidiar a qualquer interessado dispondo informações relevantes através de dados estatísticos através de infográfico, baseados em metodologias científicas sobre a demanda de fluxo de ciclistas e quais os horários percorridos pelos mesmos em locais estra de Aracaju”, pontua Luciano Aranha. “Não há dúvida da importância desse trabalho e como esse pode contribuir com o planejamento do poder público em relação ao tema mobilidade urbana”, finaliza.

Clique na imagem abaixo e veja como se dá os deslocamentos de bicicleta em Aracaju.

 

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