Desafio Intermodal é um teste comparativo de eficiência entre as modalidades de mobilidade urbana.

Em Aracaju, o desafio ocorreu na última terça-feira (17) e contou com a participação de 20 voluntários. Foram atletas, ciclistas, pedestres e motoristas comuns que participaram da sexta edição do Desafio Intermodal de Aracaju, evento que propõe discutir as alternativas de transportes da cidade e antecede o Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro.

O horário da largada (18:15), foi definido por ser o horário em que as pessoas voltam para casa diariamente. O ponto de partida escolhido foi a Praça Olímpio Campos, em frente ao Palácio Museu Olímpio Campos e o de destino foi o Teatro Tobias Barreto, no Distrito Industrial de Aracaju.  Foi exposto aos participantes a importância do respeito as leis de trânsito e das regras de segurança de cada modal utilizado durante o deslocamento, para validação do resultado.

A bicicleta por vias rápidas, conduzida pelo engenheiro eletricista, Felipe Emanoel da Silva Santos, venceu o desafio, o ciclista efetuou o percurso da área central da capital sergipana, até o Teatro Tobias Barreto, na Zona Sul, em 14 minutos e 46 segundos. O segundo colocado foi na modalidade pedestre correndo, com tempo de deslocamento de 20 minutos e 52 segundos. Em terceiro lugar, ficou o ciclista por vias calmas, com 29 minutos e 26 segundos.

Ao testar o percurso de cerca de 6 quilômetros, em horário de pico, com diversos modais, é possível demonstrar, por meio de resultados quantitativos e qualitativos, que nos principais deslocamentos diários, o carro nem sempre é a melhor opção de locomoção. Com base nos dados coletados durante o evento referente às dificuldades encontradas nas vias do trajeto (acessibilidade), ao conforto, à segurança, ao custo do deslocamento e à emissão de poluentes pelos modais.  Foi elaborado, pela ONG Ciclo Urbano, um Relatório de Pesquisa que compara os benefícios das diferentes alternativas de deslocamento e alerta para a importância do fomento destes modais para a sustentabilidade da cidade de Aracaju.

Para Waldson Costa, vice-presidente da Ong Ciclo Urbano, “os resultados finais do desafio mostraram que, além de mais rápida, a bicicleta é o veículo mais eficiente a ser usado na cidade em horário de pico.” Para ele, “os resultados não demonstram, necessariamente, a supremacia da bicicleta, mas a inviabilidade de se planejar a cidade tendo o carro como prioridade.”, finalizou.

Confira o tempo gasto por cada modal:

1º – Ciclista por vias rápidas: 14 min. e 46 seg.

2º – Pedestre correndo: 20 min. e 52 seg.

3º – Ciclista por vias calmas (masculino): 29 min. e 26 seg.

3º – Ciclista por vias calmas (feminino): 29 min. e 26 seg.

4º – Motociclista: 29 min. e 39 seg.

5º – Ciclista + ônibus com bicicleta  dobrável: 31 min. e 32 seg.

6º – Automóvel: 36 min. e 34 seg.

7º – Ônibus: 37 min. e 53 seg.

8º – Pedestre caminhando: 57 min. e 21 seg.

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