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Fórum Sergipano da Bicicleta promoveu uma pedalada cultural e uma visita ao Museu da Gente Sergipana | Foto: Ramon Ribeiro

A primeira edição do Fórum Sergipano da Bicicleta encerrou no último domingo, 29, e contou com aproximadamente 600 participantes. O evento, promovido pela ONG Ciclo Urbano, foi realizado no auditório da Sociedade Semear, com palestras, e em diversos pontos da cidade de Aracaju, com passeios e outras atividades culturais. “Em nossa primeira edição o foco foi a cidade. Debatemos a realidade que queremos em termos de mobilidade em nosso centro urbano. Também ressaltamos como a utilização das bicicletas pode gerar uma transformação social e uma forma de organização política”, explicou Luciano Aranha, presidente da Ciclo Urbano.

Em meio as atividades do Fórum, foram promovidas atividades culturais, que aconteceram no último domingo, 29. No período da manhã, no Parque da Sementeira, cerca de 90 pessoas participaram da Escola Bike Anjo (EBA) e da Oficina Mão na Roda que contou com o apoio da Ecociiclo, Pedal Adventure e Magazine Bike Show. Já no período da tarde, o grupo que participou do Fórum fez um passeio pelo centro histórico de Aracaju.

O Fórum

O evento contou com a presença de palestrantes de renome no cenário nacional e internacional. Eles estiveram no auditório da Sociedade Semear durante os dois primeiros dias, como Renata Falzoni (repórter da ESPN Brasil para esporte de aventura e do Bike é Legal), Zé Lobo (fundador da ONG Transporte Ativo/RJ), João Paulo Amaral (idealizador do projeto Bike Anjo), Thiago Benicchio (fundador da ONG Ciclocidade/SP) e Antônio Miranda (Arquiteto e urbanista, consultor em projetos cicloviários. Membro da IPPUC – Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.), além de representantes de ONGs, grupos ciclísticos locais e do poder público estadual e municipal.

Na opinião do cicloativista Thiago Souza as trocas de experiências que aconteceram durante todo o Fórum, e não somente durante as palestras, foi importante para perceber que a realidade encontrada em outros lugares e a forma utilizada para superar as adversidades. “O Fórum é só o começo das mudanças que queremos para o trânsito e para a cidade. Devemos trabalhar junto com os órgãos públicos para alcançarmos nossos objetivos”, comentou.

Carta

Ao final do Fórum, foi produzida uma carta de princípios que servirá de base para orientar os gestores públicos sobre o futuro da mobilidade urbana. “Queremos uma cidade com mais bicicletas, onde as pessoas não tenham medo de sair para o trabalho, ou levar os filhos para escola, sem medo de serem atropeladas. Cidades vivas, com mais harmonia e convivência cidadã”, enfatizou Luciano Aranha.

Realidade

A cidade de Aracaju possui uma malha de 55 quilômetros de ciclovias implantadas, no entanto menos de 4 km foram construídos de 2010 até setembro de 2013 (fonte: http://www.smttaju.com.br/smtt/transito/ciclovia). Há projeto para a construção de mais 23 km, no entanto sem provisão de efetivação. As ciclovias já construídas estão presentes em todas as regiões da cidade, no entanto se encontram isoladas umas das outras, dificultando uma circulação segura por parte dos ciclistas. A administração municipal pretende investir na interligação das ciclovias e no aluguel de bicicletas em alguns pontos da cidade. Os participantes do fórum avaliaram as medidas realizadas pela Prefeitura de Aracaju como positivas, porém ressaltaram que as ações não resolvem o problema da falta manutenção, planejamento e infraestrutura das ciclovias aracajuanas.

“As medidas adotadas pela Prefeitura de Aracaju ainda partem da visão de ter o carro como meio de transporte principal. É isso que necessita ser alterado. Os gestores públicos precisam dialogar com os ciclistas para desenvolver um plano exitoso para convivência das bicicletas no trânsito. Aracaju nos últimos anos teve melhoras, mas é pouco em relação as demandas que temos na mobilidade urbana. A cultura precisa ser modificada.”, comentou o ciclista João Paulo Lacerda.

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