20nov/07

A bicicleta e a globalização!


Esta ai um tema muito complexo e contraditório que é a globalização!

Procurei no Google algumas definições do que seja a globalização e encontrei milhares,vou colocar duas analises aqui:

1-Chama-se globalização, ou mundialização, o crescimento da interdependência de todos os povos e países da superfície terrestre. Alguns falam em “aldeia global”, pois parece que o planeta está ficando menor e todos se conhecem(assistem a programas semelhantes na TV, ficam sabendo no mesmo dia o que ocorre no mundo inteiro).

2-Globalização é o conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. O ponto central da mudança é a integração dos mercados numa “aldeia-global”, explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional. Esse processo tem sido acompanhado de uma intensa revolução nas tecnologias de informação – telefones, computadores e televisão.

Vale ressaltar que a globalização não é fato que surgiu a décadas atrás, ela surgiu desde as grandes navegações europeias para outros continentes com objetivo inicial de buscar novas alternativas de exploração economica e de aumento de território e consequentemente poder. Neste momento já presenciamos uma ação que ainda esta presente na atualidade, que é a obtenção da mais valia e o poder economico das “grandes potências” mundiais. O tempo foi passando e cada vez mais os modos de produção absorveram esses conceitos e formas de dominação global. O principal fator para a sua expansão e “compressão do espaço-tempo” foi o desenvolvimento das tecnologias informacionais, os fluxos financeiros e comerciais e a rapidez no transporte das mercadorias.

É nessa velocidade do transporte de mercadorias que vou refletir e falar um pouco. Se vc der um olhada lá em cima novamente vai ver na primeira analise sobre globalização ele diz que: A globalização é o processo de interdependencia de todos os povos e países da superficie terrestre…
-Mas como se realiza essa interdependência?
-Será que todos possuem formas e meios para essa interligação??
– Com certeza não!!
Em uma sociedade que possui o seu sistema econômico baseado na exclusão e na modernidade a globalização faz ainda mais com que alguns poucos se interliguem e que esses donos dos meios de locomoção tenham toda a sociedade global em suas mãos. Dentro deste principio pode ser feita um analise sobre a mobilidade na cidade.
Hoje temos a ilusão de que a nossa felicade esta distante de nós e que devemos sempre ir para o distante para sermos felizes, mas como iremos pra tão longe??
-De carro, sem sombra de duvidas!!
Essa fuga que nos realizamos para sermos felizes é tudo que o conceito de global que instituir em nosso pensamento. Hoje não valorizamos o local e o mundial cada vez mais pertence a nosso cotiano e o ser humano é tratado com mercdoria dentro de um contexto global. Dai perdemos todos os sentimentos de solidariedade, de coletividade e de igualdade social que posuimos de uma forma institiva e que com o tempo somos forçados a pensar de uma forma egoista de individual.Isso mostra que o mundo nunca vai ser de todos e que a globalização é um instrumento ideológico a mais dessa economia cruel.
O automovel hoje é simbolo do global, temos carros hoje que são iguais em todo o mundo seja em Aracju ou na Mauritânia, isso traz uma conformidade de que somos globais e a modernidade esta ao nosso alcance e que sozinho nesse carro eu sou feliz e um cidadão do mundo. Já na bicicleta, apesar de ser um meio de transporte, tipicamente individual, traz valores fantásticos sobre solidariedade e coletividade já que a proximidade com as pessoas e a felicidade esta presente e em giro que vc realiza no pedal te mostrando que a sua cidade ou o seu meio de convivência é muito mais bonito e amigavel do que vc imagina.

A revolução ainda virá e vai ser de bicicleta!!!

Cicloabraços a todos!!

José Waldson Costa

19nov/07

Progresso e Modernidade. Será?


Às vezes a gente enxerga algo por trás das propagandas… Ai vai mais uma propaganda que merece comentários aqui no blog.
Qual das imagens está fora do contexto da atualidade vivida por nós? Com certeza a segunda é a que mais condiz com a nossa época, pois, num primeiro momento ficamos impressionados com as precárias condições de transporte que nos são apresentadas na primeira imagem. Chegamos a nos questionar se elas datam de épocas remotas, “Não é possível! No mundo em que vivemos, ano de 2007, em pleno século XXI?”. Bem… ainda não descobri sobre as datas das fotos, mas uma coisa é certa: se forem recentes, com certeza foram tiradas num lugar bem distante de nós… do outro lado do mundo (e não precisava nem perceber os traços orientais dos personagens para chegar a essa conclusão).
Já a segunda imagem se mostra bem mais familiar. No fundo da imagem, vemos uma arquitetura antiga, a rua em paralelepípedo, mas isso não nos impede de perceber a modernidade e o progresso que a foto inspira. E nesse ponto que começo a refletir sobre o PROGRESSO, que trás consigo velocidade, agilidade, praticidade e até um melhor custo-benefício, não só em seus negócios, mas como em toda sua vida. É essa a imagem que todos nós temos do progresso: o AUTOMÓVEL.
Nos dias atuais, se você não possui um, quase nada você vale. Significa que seus negócios não vão bem, e provavelmente você não será uma pessoa rodeada de amigos e mulheres.
Pois bem, o progresso está ai, explodindo em nossas cidades (ou seria explodindo as nossas cidades?), poluindo-as, e nos tornando pessoas cada vez mais consumistas. Mas será que somos evoluídos o bastante como pensamos? Será que a cidade em que vivemos, lotadas de progresso, e por conseqüência, entupidas de automóveis, é o verdadeiro ideal de vida para nós, seres humanos?

Na minha concepção, essa terceira imagem é a que retrata o verdadeiro progresso, a verdadeira evolução. Porém, um progresso que nem todo mundo consegue enxergar. Infelizmente!
Retrata o que deveria ser o ideal de todo e qualquer ser humano: uma vida feliz, ao ar livre e puro. O que pode ser mais prazeroso do que um dia de lazer recheado de gargalhadas e “loirinhas”? Os personagens aqui transpiram felicidade, e se mostram destituídos de preconceitos e estereótipos, com suas feições de “e daí que eu não estou de carro?”. Chega a dar inveja… eles não sentem vergonha e nem um pouco mais pobre do que eu. E nesse momento eles podem tudo! Podem chegar onde quiser, carregar quantas latinhas puder, e beber até cair. O máximo que pode acontecer é um joelho roxo (ou até dois!).
Enfim, a foto definitivamente é mais feliz e inspira VIDA. A cidade é mais colorida, mesmo que com a pintura descascando. Já na segunda imagem não nem uma pista de sobrevida na cidade: nenhuma pessoa, nenhuma árvore e nem ao menos o céu é azul.
Quanto à primeira foto, agora consigo vê-la com respeito e até um certo carinho. Nela, enxergamos vida, enxergamos GENTE. Gente que trabalha, que se esforça, que tem dignidade e, com certeza, muita mais saúde que nós, seres humanos sedentários modulados numa academia.

Carolina A. Vasconcelos
*Fotos tiradas da revista Veja, 14 novembro 2007. Edição 2034, ano 40, nº45.

17nov/07

Amsterdam X Aracaju

Neste tópico entrarei em uma outra abordagem da segregação urbana, através de um comparativo da cidade de Amsterdam na Holanda e Aracaju – Brasil.
.

.

Esta é uma imagem aérea da cidade de Amsterdam à 12,25 km de altura, a primeira coisa que vem em mente é: “isso é uma cidade?”. Pois é colegas, isso é uma cidade, talvez possa se dizer que é um MODELO de cidade, completamente fora de nossa realidade, onde as pessoas utilizam e cobram do poder público espaços voltados para eles, onde o principal meio de locomoção na cidade é a bicicleta e os transportes públicos, portanto menos carros na cidade significa mais espaços para o pedestre. Como voces já devem saber “carro ocupa espaço”, na maior parte das cidades brasileiras o carro é responsável por 40% da ocupação da área urbana podendo chegar até os 70%, tudo isso por conta de que o brasileiro, consumista e influênciado em uma economia americana, adotou como principal meio de transporte o automóvel, assim menos espaços e equipamentos urbanos existem para o “VOCÊ”(pode-se assim dizer).

Por conta dessa escolha o transporte ferroviário, o mais indicado para fazer o transporte de mercadorias e viagens inter-estaduais, acabou sendo trocado pelo rodoviário e aéreo. Essa troca foi a maior burrise tomada até os dias atuais, os acidentes matam milhares de pessoas todos os anos nas rodovias, sem contar os gastos públicos na área de saúde, os prejuízo materiais e pelo falecimento ou incapacitação de trabalho das pessoas envolvidas. Por conta disso muitas pessoas resolvem fazer esse tipo de viagem através do avião, meio de transporte caro e insustentável, vivemos hoje em uma crize aérea absurda pela precariedade do sistema.
Esta outra foto é uma imagem aérea de Aracaju também à 12,25 km de altura, comparando com a foto de Amsterdam a diferença é incrível, pode-se chamar até de opostos.
.

.

.

Na foto acima vemos um típico bairro residêncial de amsterdam, é impressionante a presença do verde nesta cidade, enquato abaixo vemos uma área imposta aos condomínios verticais fechados e um conjunto habitacional Augusto Franco na cidade de Aracaju, completamente “seco” sem alguma cobertura vegetal para uma quantidade média de 48 famílias ou ate mesmo 192 pessoas por condomínio, uma diferença absurda de densidade comparando com uma simples quadra de Amsterdam.

.

.

.
Isso se da, por conta de que os brasileiros são egoistas e individualistas, e por estarem insatisfeitos com os deveres públicos resolvem seus problemas individualmente, morando neste tipo de residência ou também fazendo os planos de súde particulares sejam eles de saúde, dentário entre outros.
Por estas atitudes a cidade se torna de niguém, pois os condomínios fechados tem um poder inicalculável de danos causados. Primeiro com seus muros que não fazem integração qualquer com a rua, de largas extensões e cada vez mais com alturas fora da escala humana, transformando as ruas segregadas e consequentemente insegura. Segundo são os impactos em equipamentos urbanos e HUMANOS na região, onde nos condominios já possuem suas “praças” e as pessoas que moram ali não necessitam desse tipo de equipamento, pois já possuem os “SEUS”, com “segurança” e de “qualidade”, isso acaba fortalecendo ainda mais que a rua é um lugar de passagem e não de convivência como antes do surgimento do carro. Cria também zonas de calor por toda a cidade e reduz drásticamente áreas permeáveis para o escoamento das águas pluviais causando enchentes e inundações. Terceiro os condomínios são vendidos com a imagem de fortalecem as relações sociais mas não é bem isso que se ve, onde as pessoas mal se comprimentam nos elevadores ou corredores. Quarto os condomínios promovem o crescimento de crianças cada vez mais retardadas, sedentarias, sem qualquer experiência de vida e em uma bolha isolada da cidade com seus problemas, elas so andam de carro e frequentam os shopping centers, ou seja, está constantemente em uma bolha.

Na foto abaixo temos um parque urbano de Amsterdam, feito para pessoas que nao moram em bolhas. Percebemos claramente que nosso país esta no caminho errado, mas acredito que principalmente pelas pessoas que o habitam, pelo conformisto e individualismo.
.

.

Abaixo é um parque em Aracaju, em estado lamentável, com um uso praticamente que inexistente.
.

.

A partir disso chegamos a conlcusão de que o modelos que estamos seguindo e o conformismo da população ocorre danos que correspondem a todos de uma certa maneira. Precisamos rever nossos conceitos de vida de mobilidade e fazer nossa parte. Quando voce anda de bicicleta, utiliza o transporte público, qualquer outro tipo de mobilidade sustentavel ou a propulsão Humana e luta para uma melhoria desse serviço você contribui para uma cidade mais social, digna e feita para o pedestre e nao para o carro.

Post criado por Felippe César Santana.