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Diretores e técnicos da SMTT, estiveram reunidos com representantes da ONG Ciclo Urbano para discutir a proposta de incentivo e criação de ciclorotas para os ciclistas da capital Foto: SMTT/AJU

Na manhã desta quarta-feira, 2, diretores e técnicos da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), órgão vinculado à Secretaria Municipal da Defesa Social e da Cidadania, estiveram reunidos com representantes da ONG Ciclo Urbano para discutir a proposta de incentivo e criação de ciclorrotas e sinalização de vias secundárias para o tráfego de ciclistas.

De acordo com a contagem manual realizada pela ONG, o número de ciclistas que circulam diariamente nos principais cruzamentos de Aracaju chega a quase 2 mil. O levantamento aponta que os ‘bicicleteiros’ vêm utilizando vias com grande fluxo de veículos maiores para se deslocarem. Por isso, a ideia é fazer um mapeamento de ruas mais residenciais que sejam utilizadas como ciclorrotas, estimulando os ciclistas a não trafegarem em grandes avenidas.
Essas áreas são chamadas de ‘zonas 30’ ou ‘zonas calmas’, onde há controle de tráfego através da redução da velocidade, como indica Waldson Costa, ativista do Ciclo Urbano. “É criar instrumentos que sejam taxativos, físicos, de sinalização… para que em áreas residenciais a velocidade máxima seja 30 km/h. Consequentemente, dá mais segurança ao pedestre, ao ciclista, à pessoa que não está utilizando um automóvel. São áreas de proteção, onde você pode colocar ciclovia, ciclofaixas, criar ciclorrotas…”, explicou.

Para o diretor de planejamento e sistemas da SMTT, Francisco Navarro, a integração e o diálogo com os diversos grupos da sociedade são importantes na tomada de decisões. “O Ciclo Urbano já tem sido parceiro nosso e a Prefeitura entende que a bicicleta é um modal viável para ser desenvolvido em Aracaju. E a SMTT também entende assim. O trabalho deles vai nos ajudar muito. Já temos um projeto para bicicletários que integrará com as ciclorrotas e fazer ligação com o Caju Bike também, e outros modais, como ônibus”, elucidou.

O projeto de ciclorrotas nas ‘zonas calmas’ é desenvolvido em cinco cidades brasileiras, Aracaju pode ser a 6ª. Além da redução da velocidade das vias secundárias, a ideia é a criação de linhas semelhantes as do transporte público, que indiquem aos ciclistas a localização das vias, outras rotas existentes, bicicletários e outras ferramentas comuns ao ciclismo.

 

Fonte: SMTT

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